sábado, 10 de setembro de 2016

PÔ, QUE MERDA!

(23/08/2016)

- Parece que todo mundo hoje joga Pokémon Go...

- Quequié isso?

- É um game para smartphone.

- Não dá para falar jogo eletrônico para telefone celular, não?

- Deixa de ser chato, pô!

- Como é isso?

- Como você é velho pra caramba, pense no Coliseu romano, onde você assistia lutas de gladiadores. Os Pokémon são tipo gladiadores, só que não rola sangue. Você tem de caçar os bichinhos, prender e treinar para lutar.

- Pôkémerda! Tem de caçar os bichos então?

- É, tá o maior vício. Tem gente caçando Pokémon na rua, no escritório, no médico, em reunião...

- Então a Dilma deve ser um Pokémon também.

- Que maluquice é essa?

- Ué, tava todo mundo a fim de cassar!

- Caraca!

E AS OLIMPÍADAS, HEIM? - 04

25/08/2016
Eu sou meio desligado, por isso, vendo na TV meia dúzia de gatos-pingados falando de golpe, na maior ginástica para defender a mulher sapiens, fiquei pensando que há um equívoco aí. Estamos em plenas Olimpíadas e, até onde sei, dona Dilma não pratica boxe, judô, esgrima, taekwondo, luta olímpica (greco-romana) nem cuspe à distância. Portanto, não recebeu nenhum golpe. Aliás, o esporte dela é ciclismo, o que ela gosta mesmo é de dar pedaladas. Até merecia uma medalha...

E AS OLIMPÍADAS, HEIM? - 03

(15/08/2016)
Uma coisa eu sei: se nas pistas, quadras e piscinas é cada macaco no seu galho, nas horas de lazer tudo muda, como no caso da saltadora (saltos ornamentais) brasileira que levou um atleta de canoagem para o apartamento. Não vejo nada errado nisso. Para mim, ela só queria experimentar novos esportes. E nem pensei no previsível salto com vara ou “cavalgadas” sobre o cavalo com alça. O que penso é que ela queria ver se ele é bom de remada (como diz a Rihana, "row, row, row, row, row") ou, em último caso, fazer exercícios na argola. Afinal, o espírito olímpico está em todo lugar, não é mesmo?


E AS OLIMPÍADAS, HEIM? - 02

(20/08/2016)
Existem esportes que atraem multidões, tipo futebol, vôlei, basquete, etc. Hoje tive oportunidade de ver uma partida de badminton, esporte injustamente ignorado no Brasil. Para mim, essa é a modalidade que deveria ser considerada a preferência nacional. Pensem bem, é o esporte da raquetada na pepeca, ou melhor, peteca! E tem gente que ainda prefere futebol... Ocevê!
(Olimpíada também é cultura)

E AS OLIMPÍADAS, HEIM? - 01

Outro dia eu li em um site de notícias que as Olimpíadas do Rio se “consagram como os Jogos da diversidade” (estamos falando de preferência sexual, certo?). Pois não é que foi flagrado um caso explícito de bullying na delegação americana de atletismo? Ocevê!


É VICE!

As eleições municipais se aproximam já podemos nos intoxicar com as propagandas divulgadas no horário eleitoral. Pior é que nem dá para reclamar disso e desabafar direito. Se sua novela, futebol ou campeonato ou documentário sobre o camelo anão do Himalaia for interrompida, é melhor você não exclamar “Que merda!”, pois pode parecer intenção de voto. Afinal, já existe um candidato com esse nome elegante. E isso também dá margem a dúvida. Por exemplo, se você perguntar o resultado final e alguém disser “Deu Merda”, você certamente ficará na dúvida sobre o que de fato aconteceu. Mas este é o Brasil. 

Por isso, dou uma dica para você definir seu candidato a prefeito. Para esse cargo, é melhor você escolher qual é o melhor vice disponível e votar no candidato a ele atrelado. Sei lá, a gente nunca sabe o que pode acontecer depois, não é mesmo?

QUEM É MORTO SEMPRE APARECE

Meu amigo virtual Marreta (hoje eu sei que seu nome é Ricardo, mas permita-me continuar falando “Marreta”) estava (parcialmente) certo em sua previsão, pois resolvi reativar o Blogson. 

Como poderiam dizer os espíritas, "quem é morto sempre aparece".E a explicação para essa ressurreição é simples: como gosto de guardar qualquer idiotice que eu crio e imagino, até pensei em criar um novo blog de uso restrito para colocar nele as bobagens que continuo a escrever e pensar, mas vi que seria idiotice, pois a decisão de “matar” o Blogson foi minha, apesar de um dos filhos insistir para que eu não o fizesse. Apenas sei que fiz bem quando me decidi a acabar com o blog, pois passei a dormir melhor e até criei um perfil no Facebook, para me reconectar com primos, parentes e amigos com quem nunca encontro.

Como a relação de amigos e parentes é majoritariamente de gente mais velha (e careta), às vezes coloco alguma piadinha mais recatada tirada do Blogson. Ao fazer isso, tenho quebrado um "protocolo" informal, adotado pela maioria, de apenas “curtir” e “compartilhar”. E o mais engraçado é que arranjei um pequeno fã-clube de amigos, a maioria de meia-idade, que estão adorando as besteirinhas que posto. Assim, meu ego tem sido massageado um pouco. Então, não tenho sentido nenhuma falta do Blogson nem falo dele com ninguém.

Mas, há uma significativa diferença entre o “blog da solidão ampliada” e esse Blogson ressurreto. Como li na crítica de um filme de terror publicado na Veja algum dia desses (tentei achar o texto, mas não consegui), não há mais lugar entre os vivos para um morto que volta a viver, ou seja, não dá para voltar a ser como era antes. Elevando um pouco o raciocínio, reproduzo uma frase atribuída ao Karl Marx: “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

Parafraseando o Karlinhos, pode a história do blog até ter continuidade, mas se na primeira vez ele foi um botequim de rua de pouco movimento e baixa clientela, na segunda ele será apenas um depósito. Com isso quero dizer que ele funcionará mais como uma “blogoteca”, onde postarei as bobagens que pensar, sejam elas textos longos ou apenas frases isoladas, sem me preocupar se estou agradando ou não, pois cheguei à conclusão de que não tenho muita coisa mais para falar. 

Comentar as notícias recentes é um saco, não me ocorre nenhum tema para desenvolver algum tipo de ficção, não sei fazer poemas nem consigo imaginar que tipo de casos antigos ainda tenho para contar. Por isso, sobram-me as piadas sem graça, os diálogos idiotas e as observações sem noção. E até para isso tem-me faltado inspiração.

Em virtude dessa safra perdida (não há entressafra), pensei também em acabar com as seções “Reverência”, Religare”, “Compostagem” e “Vintage”. Na prática, continuarão existindo mas não serão mais “alimentadas”. Outra mudança é que o blog não será mais apenas autoral. Tudo o que for de outro autor e que eu quiser postar por ter gostado, entrará em seção a ser ainda nomeada, mas sem nenhum comentário. Será um blog para passar o tempo e amenizar o tédio enquanto fico "esperando a morte chegar" (citando Raul).

O mote ou slogan do blog chegou a merecer uma avaliação mais detalhada. De cara, pensei em substituir a frase "o blog da solidão ampliada" por outra mais condizente com as "novidades" que  esse retorno traria, pois a ideia é mudar mesmo. Viajei com essas hipóteses (padrão Jotabê, lógico):

- "Quem é morto sempre aparece";
- “A volta dos que não foram”;
- “Agora sob nova direção”;
- “Em nova direção”.

Escolhi a sóbria opção "Em nova direção", mas acabei desistindo de mudar, pois o Blogson é mesmo e cada vez mais "o blog da solidão ampliada". Pois bem, o que eu posso dizer é que talvez aconteça com o Blogson o mesmo que acontece com alguns restaurantes e bares “sob nova direção”. Quando novos proprietários assumem, a tendência é mudar o layout, o cardápio e até o horário de funcionamento, imaginando que manterão a clientela antiga e conquistarão novos fregueses. Muitas vezes, acontece justamente o contrário: os clientes antigos estranham a mudança e desaparecem e os novos nunca surgem.

Se isso acontecer com o velho Blogson, paciência, pois espero não mais acordar de madrugada para ver se alguém viu e comentou as “maravilhas” que postei. O Facebook já está cumprindo essa função. E se eu me cansar do Facebook vou fazer outra coisa qualquer. Se bobear, até crochê.




Comentário: a propósito dos "clientes" do Blogson, tenho vontade de rir (hoje estou de bom humor) ao lembrar a quantidade de visualizações que um post do Marreta obteve. Até a época de um comentário feito por ele no texto "CODA", 12.339 era o total de acessos ao post sobre o "cu da Sandy" (isso me lembra a velha piada de que "por um bom cu qualquer um perde a cabeça"). Ora, ora, Marreta, isso representa a metade de todas as visualizações alcançadas até hoje (24.174) para os 700 posts do antigo Blogson. Que posso dizer? Recolho-me à minha insignificância.

O TEMPO - MÁRIO QUINTANA

  A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê...