quarta-feira, 12 de outubro de 2016

AMARCORD THEME - NINO ROTA

Acabei de ver no Facebook um vídeo com cenas de Veneza. Na hora, lembrei-me de uma música que ouvi em um canal a cabo.

Outro dia, eu estava assistindo televisão e fui mudando de canal, tentando achar alguma coisa interessante. Nessa busca meio entediada parei para ouvir uma música linda interpretada pela Filarmônica de Nova Iorque ou outra qualquer. Eu já tinha ouvido essa melodia em algum lugar, mas não sabia que era o tema do filme “Amarcord”.

Pois bem, era uma audição especial onde se interpretavam músicas compostas por Nino Rota (muito prazer, nunca ouvi falar) para os filmes “cabeça” de Federico Fellini (muito prazer, nunca vi nenhum). Mas a música era mesmo muito linda.

Creio que foi o cineasta Martin Scorsese que disse que bastavam três minutos do som de um acordeom para ele se sentir na Itália. Bem, como eu nunca saí do Brasil, vou dar a ele um voto de confiança. E se essa música faz lembrar a Itália, só posso imaginar que esse é um país magnífico. Quem quiser ouvir, o link está abaixo.




terça-feira, 11 de outubro de 2016

PÃO E CERVEJA

É estranho um sujeito que não põe na boca nenhuma bebida alcoólica (exceção feita aos bombons de licor) publicar um post justamente sobre... cerveja!

Acontece que dia desses ouvi no rádio do carro um trecho de um programa que trata justamente das birras, brejas, cervas ou qualquer nome que se utilize para falar das “louras geladas” (hoje também tem morenas).

Pois bem, o título desse programa é “Pão e Cerveja”, expressão que teria sido usada na Suméria para se desejar saúde e prosperidade a alguém. Gostei tanto dessa cultura inútil que resolvi presentear os 2,3 (eu disse 2,3!) bebedores de cerveja que leem esta bagaça com o texto que encontrei no blog “Pão e Cerveja”, da mesma apresentadora do tal programa. Vêaí (caso alguém se interesse em conhecer esse blog, siga este link:
http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/paoecerveja/).


A cerveja é produzida, no mundo, há pelo menos 8 mil anos. Uma bebida universal, considerada, nas antigas civilizações, um líquido sagrado. As bases para a preparação dela são água, cereais e fermento. Para assírios, sumérios e babilônios, cerveja era moeda de troca, além de ser um alimento completo. Quando, nessas civilizações, queria-se desejar saúde e prosperidade a alguém, o cumprimento era: Pão e Cerveja - expressão que tomamos emprestada para dar nome a nossa coluna de cervejas especiais.

Nosso objetivo é falar de um movimento de renascimento da cultura cervejeira, que vem tomando força no Brasil. Até bem pouco tempo atrás conhecíamos apenas as “louras e morenas”, tomadas em grande quantidade, estupidamente geladas. Hoje sabemos que existem centenas de estilos de cerveja, com receitas diferenciadas, sabores, aromas e colorações nunca imaginadas. Há espaço para ruivas, negras, mulatas, morenas, louríssimas, pálidas, para serem degustadas, tomadas vagarosamente, em menor quantidade, sorvendo cada sensação que elas nos proporcionam.

É desse universo amplo, democrático, com respeito à diversidade, que tratamos a cada sexta-feira no Pão e Cerveja. Eu convido você a participar comigo desse bate-papo semanal, para falar da história, das curiosidades, dos estilos de cerveja e suas melhores harmonizações com a culinária.

Pão e Cerveja a todos, por muitos anos!


NO VELÓRIO

Era um cachorro de porte médio, vira-lata, preto e com jeito de nunca ter sido escovado ou penteado. Não vi quando chegou, mas estava deitado exatamente no meio do espaço que separa os dois velórios. Não parecia estar doente nem ter ido ali para despedir-se de um amigo. Era apenas um cachorro preto de porte médio e vira-lata.

Aparentemente, estava apenas descansando ou fugindo do sol quente da tarde.
Apesar de ser o único cachorro que ali estava, ninguém ligava para sua presença. Alguns contavam piadas, outros procuravam saber das novidades, rever parentes e amigos e só os muito próximos do morto expressavam sua tristeza.

Como disse, era apenas um cachorro de porte médio e vira-lata ali deitado, indiferente à dor de alguns e à movimentação das pessoas à sua volta. Exceto pelo fato de ser um cachorro preto e estar deitado no chão, mostrava-se tão indiferente quanto indiferentes eram as pessoas que ali estavam apenas para cumprir uma obrigação social.

Pouco antes de o caixão ser levado para a sepultura, levantou-se, alongou o corpo e saiu, talvez definitivamente incomodado com aquele zum-zum e trança-trança que o impediam de tirar uma soneca ou porque não tinha nenhuma dúvida metafísica sobre a finitude da vida.

Era apenas um cachorro preto, de porte médio e vira-lata. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

REFLEXÃO AGRO-VETERINÁRIA

Sabe o motivo daquele tipo de tiozão, desse que está na faixa dos cinquentinha, querer impressionar as franguinhas, fingindo que ainda canta de galo no terreiro? É que o cabelo dele está ficando carijó (mais rural que isso, impossível).

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ESPELHO

Que aconteceu com aquele menino
que sonhava viajar em um Vera Cruz prateado?

Onde se escondeu aquele adolescente inseguro
que queria aprender a beijar lendo um livro?

Onde foi parar aquele jovem ingênuo
que um dia encontrou o amor de sua vida?

Que fim levou aquele pai que dormia,
incapaz de ajudar seus filhos com os deveres?

Onde está aquele homem insensível
que pensava mais em si mesmo?

É esse, aquele velho espantado
que se vê refletido em espelhos paralelos?

MINHA VIDA NO FACEBOOK - 06

Um belo dia (isso é apenas força de expressão, pois não há registros de  como realmente estava o dia – ensolarado, nublado, chuvoso?), o bom e velho Moshe (Moisés, entendeu?) subiu ao monte Horeb (Sinai, para os íntimos). Voltou quarenta dias depois, trazendo consigo duas “tábuas de pedra” contendo os Dez Mandamentos (aqueles mesmo!).

Esses mandamentos teriam sido ditados e gravados por Deus, mas, pelo tempo decorrido entre a subida e a descida (quarenta dias!), creio que o que realmente ocorreu foi uma inspiração e muita transpiração. Inspiração recebida de Deus e transpiração do velho Moshe para gravar aquilo tudo em lajes de pedra.

Pois bem, eu disse que iria transcrever os Dez Mandamentos do Facebook, mas como não sou Moisés, andava meio sem inspiração. O máximo que consigo ter é piração. Além do mais, ainda não se passaram quarenta dias da promessa que fiz. E se o coleguinha barbudo teve esse tempo, eu também queria. Afinal, mesmo que os meios utilizados sejam diferentes (buril e marreta versus editor de texto e HD), gravação é gravação e não quero nem saber.

Aqui cabe um parêntese que eu sempre quis registrar: pode até ser um jogo de palavras, mas “inspiração” é a captura e posterior utilização do que alguém disse ou fez antes. Para mim, o que você cria ou pensa e depois exibe é, na verdade, uma expiração.

Antes de prosseguir, preciso dizer que este é provavelmente o último post da série (imperdível!) "Minha vida no Facebook". Mas deixa pra lá e voltemos aos top ten, pois resolvi andar mais rápido que o velho e bom Moisés.


 OS DEZ MANDAMENTOS DO FACEBOOK
(cuidadosamente escritos na fonte "Old English Text MT")

1-     Não quebrarás nem tentarás subverter os paradigmas do Facebook
2-     Não divulgarás textão
3-     A ti compete apenas “curtir” e “compartilhar”
4-     Quando quiseres comentar algum  post, darás preferência às emoticons
5-   Se achares graça em algum post deverás usar três ou mais “k” (a nuvem é o limite); menos, nunca
6-    Compartilharás apenas posts com imagens de gatinhos, cãezinhos, flores ou xingamentos contra políticos contrários à tua ideologia
7-     Cuida para que as fotos pessoais que divulgares sejam sempre selfies fazendo biquinho.
8-  Os posts criados por ti mesmo devem se limitar a vídeos de cãezinhos, fotos de comida de restaurante, mapas de onde estás e fotos de viagens
9-    Solicitarás a amizade de toda pessoa sugerida pelo Facebook, para que possas bater a meta do Roberto Carlos (“eu quero ter um milhão de amigos”)


Os 1,7 leitores que ainda acessam este blog devem estar se perguntando por que os dez mandamentos são apenas nove. A explicação é simples: é que ninguém tem saco para ler muita coisa no Facebook.

QUERO AMAR-TE

  Você já se perguntou como deverão ser os primeiros astronautas despachados para Marte? Nem queira! Ou melhor, queira, sim, mas precisará d...