Vou tentar reproduzir o que ouvi de meu
filho, um caso tão comovente que me fez abraçá-lo com os olhos marejados, ele
também com lágrimas ao final do caso.
Meu filho parece ser um médico à moda antiga, que se importa mais com o atendimento do que com a duração da consulta. Por isso, sempre tem algum caso pitoresco para contar, como quando recebeu de um paciente uma bandeja com um pato já limpo e esquartejado, providencialmente doado depois para a sogra.
Hoje ou ontem, atendeu a uma paciente que lhe contou um comovente episódio ocorrido há algum tempo. Segundo essa senhora, o dedinho do pé de sua mãecomeçou a ficar roxo, escuro, sinal de necrose. Levada a um especialista, constatou-se que o problema avançava pela perna, o que levou o médico a recomendar sua amputação. A idosa, totalmente lúcida apesar de seus 96 anos, recusou-se a concordar com a cirurgia. Coube à filha mais nova ficar cuidando dela, enquanto suas irmãs se encarregavam das tarefas da casa.
Um dia, a filha surpreendeu-se ao ser chamada de “mãe”. Pensando tratar-se de um sinal de demência, corrigiu-a, dizendo que era filha, não mãe. A senhora concordou, afirmando que sabia disso, que sua cuidadora era a filha mais nova, mas explicou (explicação que nos fez emocionar e chorar abraçados):
- Eu perdi minha mãe quando eu tinha dois anos; quando meu pai faleceu eu tinha seis anos de idade. Por isso, nunca tive ninguém a quem chamar de mãe. E você me trata com tanto carinho, que me faz pensar que seria essa forma com que eu teria sido tratada pela mãe que perdi tão cedo.
Seis meses depois a idosa faleceu.
Meu filho parece ser um médico à moda antiga, que se importa mais com o atendimento do que com a duração da consulta. Por isso, sempre tem algum caso pitoresco para contar, como quando recebeu de um paciente uma bandeja com um pato já limpo e esquartejado, providencialmente doado depois para a sogra.
Hoje ou ontem, atendeu a uma paciente que lhe contou um comovente episódio ocorrido há algum tempo. Segundo essa senhora, o dedinho do pé de sua mãecomeçou a ficar roxo, escuro, sinal de necrose. Levada a um especialista, constatou-se que o problema avançava pela perna, o que levou o médico a recomendar sua amputação. A idosa, totalmente lúcida apesar de seus 96 anos, recusou-se a concordar com a cirurgia. Coube à filha mais nova ficar cuidando dela, enquanto suas irmãs se encarregavam das tarefas da casa.
Um dia, a filha surpreendeu-se ao ser chamada de “mãe”. Pensando tratar-se de um sinal de demência, corrigiu-a, dizendo que era filha, não mãe. A senhora concordou, afirmando que sabia disso, que sua cuidadora era a filha mais nova, mas explicou (explicação que nos fez emocionar e chorar abraçados):
- Eu perdi minha mãe quando eu tinha dois anos; quando meu pai faleceu eu tinha seis anos de idade. Por isso, nunca tive ninguém a quem chamar de mãe. E você me trata com tanto carinho, que me faz pensar que seria essa forma com que eu teria sido tratada pela mãe que perdi tão cedo.
Seis meses depois a idosa faleceu.
Que história tão tocante e cheia de significado. Há gestos simples que dizem tudo, e esse cuidado transformado em “mãe” é de uma ternura difícil de esquecer. Fica mesmo aquela emoção que nos acompanha depois de ler.
ResponderExcluirBeijinhos,
Daniela Silva 🩷
Alma Leve
Fico feliz que tenha gostado, Daniela!
ExcluirQue história bonita, ainda mais em tempos em que grupos feministas raivosas protestam contra os filhos e a maternidade.
ResponderExcluirEu me emocionei ao ouvi-la.
ResponderExcluir