quarta-feira, 4 de março de 2026
ENCICLOPÉDIA DO ROCK
Descobri um perfil no facebook inteiramente dedicado ao velho e bom rock and roll. O dono publica os “line-ups” de várias bandas, tanto as mega conhecidas como as que lembram o caviar do Zeca Pagodinho – “nunca vi, não ouvi, só ouço falar”. Algumas formações são originais, outras já mostram uma das às vezes muitas trocas de integrantes. Várias delas já nem existem mais, com os músicos em carreiras solo ou migrando para outras bandas.
terça-feira, 3 de março de 2026
FUI ASSEDIADO!
Estou pensando em raspar minha barba, ficar novamente “desbarbado”. Não porque esteja achando ruim ou muito branca (sou velho, tá lembrado?). Na verdade, estou me achando bem melhor até mais atraente, pois a barba disfarçou meu “queixinho esquisito”, na definição de um conhecido. O problema real é crer ter sido ela a causa do assédio que sofri recentemente.
- Quantos anos o senhor acha que eu tenho?
-Uau! A senhora está de parabéns! Está com aparência de 65!
- 75 anos.
- Infelizmente, fiquei viúvo agora em dezembro.
- O senhor tem telefone?
- Heim? Tenho, quero dizer, tinha, pois pedi para desligar. Agora que moro sozinho...
- Minha filha me levou para morar com ela.
- Eu só quero me despedir dele!
domingo, 1 de março de 2026
INSÔNIA
- Merda, são três horas ainda!
O sono inquieto e curto provocado pelas lembranças de um antigo amor. Vira de lado, cobre, descobre, ajeita o travesseiro e nada de o sono voltar. Levanta-se, liga o computador e começa a digitar.
Eu estava pensando que tive a sorte de ter tido dois amores definitivos e definidores na minha vida. Creio que deve ser isso, pois aquela paixão que faz o coração palpitar na iminência do próximo encontro passa com o tempo, mas o amor parece ficar. E não me pergunte como consegui isso, pois eu nunca, nunca mesmo consegui deixar completamente de pensar em você.
Estava quieto no meu canto e de repente te via nos lugares mais improváveis: no jardim de infância onde nossos filhos estudavam (você estava absurdamente linda de blusa laranja sem manga e calça preta); grávida na missa de sétimo dia da irmã de sua colega; atravessando o viaduto em sentido contrário ao meu; descendo a escada rolante das Lojas Americanas, coincidências que sempre assopravam as cinzas sobre brasas que nunca se extinguiram.
Essas situações sempre me fizeram desejar estar com você, mas não necessariamente para transar, mais para namorar, beijar na boca, coisas assim. Sentimentos estranhos, difíceis de administrar.
Outro dia me veio à cabeça um verso do Márcio Borges (irmão do Lô), na canção Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor: “quem sabe isso quer dizer amor, estrada de fazer o sonho acontecer”. Fiquei pensando se nossa história não é exatamente isso – uma estrada que permaneceu ali, silenciosa, à espera de que descubramos se ainda vale a pena ser percorrida.
Não sei. Talvez eu esteja apenas compartilhando um pensamento que me visitou. Mas achei que você deveria saber. A vida no campo do “Se”.
Relê o texto, passa o corretor de ortografia, lê mais uma vez e se dá por satisfeito. Salva o arquivo, pensando se o enviará para ela, mas agora só quer dormir. E dorme.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
EU ME AMO!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
NIHIL OBSTAT
Mas a coisa não para por aí: fui atropelado por inacreditáveis erros de grafia, como “bordéu” em vez de “bordel” (erro ortográfico por transcrição fonética, segundo a IA), além de falhas de concordância verbal e pronominal (“assim o credes, assim te enganas”), grafia equivocada da expressão latina vade retro, substituída por “vá de retro”, etc., etc.
Para encurtar a conversa, faltou ao autor a humildade e o bom senso de chamar alguém para fazer o copidesque do texto ou – ao menos – passar um corretor ortográfico nos originais.
Mas os problemas não se resumem às agressões à norma culta da “última flor do Lácio”: houve também abuso de clichês, pieguice excessiva, enredos simplórios e uso de palavras “eruditas” fora de contexto. Na prática, poderia dizer que não fui eu que terminei a leitura; foi a leitura do livro que quase terminou comigo.
Dizendo essas coisas, até parece que escrevo bem, o que não é verdade. Escrevo de forma espontânea e coloquial qualquer besteira que surge em minha mente. Depois, entretanto, começo a burilar o texto: passo o corretor, releio várias vezes, mudo a ordem dos parágrafos e das frases e até peço ajuda ao ChatGPT para tentar descobrir alguma “batata” gramatical. Mas quase sempre refugo as alterações que essa IA mala sem alça me propõe. E o motivo é simples: se eu aceitar a versão da IA, o texto deixa de ser meu – e eu, afinal, ainda tenho algumas moléculas de vergonha na cara.
Para mim, mesmo buscando manter a espontaneidade e o tom coloquial (excelentes para esconder minha ignorância), é um desrespeito ao leitor publicar um texto descuidado, com problemas de concordância e gramática. Se o texto pede uma palavra fora do meu “círculo de amizades”, vou ao dicionário, consulto a mãe dos muito burros sobre como usar as bonitezas e só então publico. E, às vezes, ainda erro!
Resumindo: tudo o que já escrevi e publiquei no blog pode ser tosco, grosseiro e vulgar, mas é uma tosqueira com selo de qualidade do corretor gramatical do velho e bom Word – uma versão moderna e linguística do imprimatur ou do nihil obstat de antanho.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
PRA VOCÊ – SILVIO CESAR
Eu teria talvez uns quinze ou dezesseis anos quando ouvi essa música pela primeira vez. Meu coração roqueiro estava sempre pronto a se apaixonar por quem me olhasse por mais de dez segundos. E a letra dessa música traduzia tudo o que meu coração vazio e carente sentia. Acho que sempre fui um roqueiro romântico.
Pra você eu guardei
Um amor infinito
Pra você procurei
O lugar mais bonito
O meu sonho de paz
Pra você me guardei demais
Demais
O que faço da vida?
Não sei mais procurar
A alegria perdida
Fui gostar tanto assim
Ah, se eu fosse você
Eu voltava pra mim
Voltava sim
Eu voltava pra mim
domingo, 22 de fevereiro de 2026
"ERROS DE GRAVAÇÃO"
Texto non sense:
Balão atribuído ao personagem errado
Bode com cabeça de
bandido:
UMA HQ INFANTIL
Eu, meu irmão e nossos pais dormíamos no mesmo quarto, em um barracão (edícula) nos fundos da casa. A cama de casal ficava entre a minha e a de meu irmão. Para nos manter deitados – ou por qualquer outro motivo (saco cheio dos cunhados, por exemplo) – nosso pai nos contava histórias. Falava de sua infância em São José dos Oratórios e dos “doidos mansos” que perambulavam por lá. Entre eles, havia uma mulher meio desaforada, talvez já um pouco idosa, conhecida como “Sá-Maria-me-Atende”, que às vezes ia à casa de minha avó pedir esmola ou comida, se não me engano.
Por fim, contou sobre uma carrocinha ou charretinha que tivera, puxada por um bode branco ao qual dera o nome de Cabritito. Para nós, meninos criados na cidade grande e sem quase nenhuma liberdade para brincar, aquelas histórias eram magníficas, melhores que qualquer conto das Mil e Uma Noites ou algo parecido. Assim, contrariando seu provável desejo de que adormecêssemos logo, sempre pedíamos mais. Até que as lembranças se esgotaram: ele já nos havia contado tudo o que podia.
Foi então que teve início a fase ficcional. Passou a inventar histórias no estilo bangue-bangue ou de filmes de caratê, lembrando os filmes mudos de Carlitos, sempre com algumas pancadas, chutes na bunda e bandidos sendo arremessados longe depois de girarem sobre as próprias cabeças, seguros – pela agora heroína Sá-Maria-me-Atende – apenas por uma perna ou um braço.
A partir daí, o delírio tomou conta das histórias (e ele nem bebia!). Logo, o Cabritito casou-se com Sá-Maria-me-Atende. E o mais curioso é que ela se tornava, ali, a primeira super-heroína brasileira! Uma super-heroína desconhecida, caipira, meio louca, casada com um bode e que, além de força física descomunal, voava! E somente eu e meu irmão sabíamos de sua existência.
Pois é, a primeira super-heroína brasileira voava graças a um artifício bastante peculiar – batata-doce. Na iminência de capturar algum criminoso em fuga (que inevitavelmente seria lançado longe após orbitar ao seu redor, preso por um braço ou perna), a heroína comia batata-doce e logo começava a soltar flatos, puns, funfas ou peidos – conforme pedirem a pudicícia e a finesse do leitor. Primeiro, um “po, po, po” contido; depois, ganhava impulso (“Pruuum!”) e, “Fium!”, saía voando a jato. Era quase impossível dormir depois de tantas emoções!
Contei essas histórias às minhas netas, que morreram de rir. Então prometi fazer uma historinha em quadrinhos sobre isso. Sem inspiração para criar o roteiro e sem o talento para desenho do blogueiro Fabiano Caldeira, recorri ao ChatGPT para cumprir a missão.
E a danada da IA respondeu assim:
“Que delícia de memória! Dá para transformar isso numa HQ maravilhosa, misturando nostalgia, humor escatológico infantil e um toque poético de ‘super-heroína rural secreta’. Vou sugerir duas páginas, seis quadros cada, já com descrição visual, falas e ritmo de humor.”
As descrições e falas sugeridas ficaram bem interessantes. Por isso, corrigi apenas algumas coisas, descartei outras e pedi que a IA gerasse as imagens. Aí o bicho pegou: não houve meio de o ChatGPT produzir imagens sem erros. Isso consumia o limite ou “verba” de geração, obrigando-me a esperar até doze horas para tentar novamente, após receber a seguinte mensagem:
“You've hit the free plan limit for image generation requests. You can create more images when the limit resets in 9 hours and 59 minutes.”
A brincadeira para agradar minhas netas começou a ficar estressante, pois algumas imagens simplesmente nunca saíam como eu reiteradas vezes solicitava. Surgiam coisas absurdas: a heroína com três braços, um bandido com corpo de bode e o bode com cabeça de bandido etc. Essa cena foi gerada nove vezes, sempre com resultados estapafúrdios, até que desisti de utilizá-la.
Para chegar a um resultado minimamente aceitável que pudesse mostrar às netinhas, abri mão de oito ou mais quadros, que acrescentariam mais de uma página à história e que poderiam ter deixado a HQ com um aspecto mais completo.
Além disso, precisei retalhar e remontar toda a narrativa com os quadros remanescentes, alguns inexplicavelmente em padrão diferente dos demais. Foi uma luta!
No fim das contas, o resultado – embora menor do que poderia ter sido – ficou “bonzinho”. Apenas para as netinhas, obviamente. E sempre lembrando que tudo foi feito pelo ChatGPT, tendo eu apenas intervindo (muitas vezes sem sucesso) para melhorar ou corrigir o que essa IA tresloucada e geniosa produziu. Se eu fosse o talentoso Fabiano Caldeira, certamente teria saído uma historinha melhor e com traços mais homogêneos, o que não aconteceu. Enfim…
A seguir, a HQ frankenstein (espero que pelo menos as netinhas gostem):
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
MEU MOMENTO ERA ANTES
Estou preso no passado
Logo eu que criticava todos
Que diziam frases tolas como
No meu tempo é que era bom
Será sempre hoje
Não importando se o passado foi bom ou ruim
Para que as percamos, para que as modifiquemos.
Me dizem que meu lugar era lá
Que meu momento era antes
Que meu desejo era ontem
São difíceis de quebrar.
Que desceu em Marte e descobre
Que não tem como voltar
Que nunca mais
Abraçará a quem amou e ama tanto
Enquanto aguarda que o fim
Não demore a chegar.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
AMOR π
As pessoas que acessam este blog têm um traço em comum: são inteligentésimas. Para aqueles que duvidam disso eu diria que usei um pouco de liberdade poética para esTa afirmação.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
CITANDO OSCAR WILDE
Algumas pessoas estranham o fato de publicar quase diariamente. Tem razão quem pensa assim. A explicação é o fato de ser aposentado e estar constantemente em busca de assuntos para transformar em posts. Como neste caso. Depois de ler uma frase do Oscar Wilde, resolvi procurar mais, para publicar no blog. Encontrei tantas que precisei filtrar para chegar a duas páginas apenas. Embora sempre mencionando o "Retrato de Dorian Gray", nunca li nada dele, só conhecia a fama (na cama). Agora já posso dizer ter lido um pouco do que escreveu. Olhaí.
Crer é muito monótono, a dúvida é apaixonante.
É pena que só tiremos lições da vida quando elas já não nos são úteis.
Nem todo crime é vulgar, mas toda vulgaridade é um crime.
Os prazeres são as únicas coisas que valem a pena ser vividas. Nada
envelhece tão depressa como a felicidade.
O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora; o
que realmente dói, na vida, é sofrer pelas próprias culpas.
Qualquer indivíduo pode ser sensato, desde que não tenha imaginação.
Nenhum homem é suficientemente rico para comprar o seu passado.
O erro é criar hábitos.
Não tenho nada a declarar a não ser a minha genialidade.
A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho
dura um pouco mais...
Experiência é o nome que damos aos nossos erros.
O caminho dos paradoxos é o caminho da verdade.
Nenhum grande artista vê as coisas como realmente são. Caso contrário,
deixaria de ser um artista.
O homem é um animal racional que perde sempre a cabeça quando é chamado
a agir pelos ditames da razão.
Neste mundo, há apenas duas tragédias: uma a de não satisfazermos os
nossos desejos, e a outra a de os satisfazermos.
Todo mundo é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo. Ver com agrado
os seus êxitos exige uma natureza muito delicada.
Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que
estou errado.
A moda é uma variação tão intolerável do horror que tem de ser mudada de
seis em seis meses.
Posso resistir a tudo, menos à tentação.
Não existem livros morais ou imorais. Os livros são bem ou mal escritos.
Se existe no mundo coisa mais aborrecida do que ser alguém de quem se
fala é certamente ser alguém de quem não se fala.
Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
Nunca viajo sem o meu diário. É preciso ter sempre algo extraordinário
para ler no comboio.
Deus, ao criar o homem, superestimou a Sua capacidade.
Há uma espécie de conforto na auto-condenação. Quando nos condenamos,
pensamos que ninguém mais tem o direito de o fazer.
A única maneira de nos livrarmos da tentação é ceder a ela.
Posso partilhar tudo, menos o sofrimento.
O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror.
Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal
interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.
As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os
outros.
É absurdo dividir as pessoas em boas e más. As pessoas ou são
encantadoras ou são aborrecidas.
Como se pôde dizer que o homem é um animal racional! Ele é tudo o que se
queira salvo racional.
Dar bons conselhos – as pessoas gostam de dar o que mais necessitam.
Considero isto a mais profunda generosidade.
A diferença entre a literatura e o jornalismo é que o jornalismo é
ilegível e a literatura não é lida.
Os solteiros ricos deviam pagar o dobro de impostos. Não é justo que
alguns homens sejam mais felizes do que os outros.
O cinismo consiste em ver as coisas como realmente são, e não como
deveriam ser.
Definir é limitar.
Preferia perder meu melhor amigo ao pior inimigo. Para ter amigos, só é
preciso boa índole; mas quando um homem não tem mais inimigos, certamente há
algo de desprezível nele.
A alma nasce velha e se torna jovem. Eis a comédia da vida. O corpo
nasce jovem e se torna velho. Eis a tragédia da alma.
Sou a única pessoa no mundo que eu realmente queria conhecer bem.
As pessoas mais interessantes são os homens que têm futuro e as mulheres
que têm passado.
Nunca confie na mulher que diz a verdadeira idade, pois se ela diz
isso... Ela é capaz de dizer qualquer coisa.
A Moral não me ajuda. Sou antagônico nato. Sou uma daquelas pessoas que
são feitas para exceções, não para regras.
Adoro os escândalos dos outros. Os que me dizem respeito não me
interessam. Não tem o atrativo da novidade.
Os deuses quando querem nos castigar atendem as nossas preces.
Perdoa sempre o teu inimigo, não há nada que lhe ofenda mais.
Adoro interpretar. É tão mais real que a vida.
Meus gostos são simples: prefiro o melhor de tudo.
Agouros, sinais, são coisas que não existem. O destino não costuma
enviar arautos. É muito sabido, ou muito cruel para fazer isso.
Frequentemente tenho longas conversas comigo mesmo, e sou tão
inteligente que algumas vezes não entendo uma palavra do que estou dizendo.
Só existe uma coisa pior do que falarem da gente. É não falarem.
Chamamos de ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos
estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está
olhando chamamos de caráter.
A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser
popular é indispensável ser medíocre.
A vida é muito importante para ser levada a sério.
O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma
nação.
O Estado deve fazer o que é útil. O indivíduo deve fazer o que é belo.
O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males,
prefere ambos.
Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é
absolutamente fatal.
Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante
do mundo. Hoje, tenho certeza.
Ser grande significa ser incompreendido.
Perversidade é um mito inventado por gente boa para explicar o que os
outros têm de curiosamente atrativo.
A arte, felizmente, ainda não soube encobrir a verdade.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
GRACINHA!
Sou um entusiasta da Inteligência Artificial, mas tenho medo daqueles que podem manipulá-la de forma mal-intencionada. Tenho visto no YouTube e no Facebook vídeos de pessoas e até de animais produzidos com um nível de realismo tão impressionante, tão convincente, que a reação imediata é acreditar que são reais.
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No meio da pandemia, assistindo televisão com minha mulher, ouvi um ator inglês dizer as palavras mágicas “Soneto 116 de Shakespeare”. Creio...
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A reverência hoje é para Millôr Fernandes, que faz parte da Santíssima Trindade do Humor no Brasil. Os outros dois podem ser qualque...
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Algum tempo atrás, quando ainda trabalhava, recebi um e-mail que continha no final, depois da identificação do remetente, uma frase dramát...