No post “Analógico” eu contei o motivo de
estar meio distante da internet. E esse motivo é o desejo de identificar “o
melhor do pior”, de selecionar os melhores posts do Blogson Crusoe. Nessa
linha, escrevi que “tenho ficado nessa batida todo o tempo disponível. E,
confesso, tenho me divertido horrores com essa maluquice, principalmente por
reler textos que achei bem mais inspirados que a anêmica produção atual. Alguns
até merecem este comentário mental: "Será que fui eu mesmo que escrevi
isto?”
Bom, isso foi no início da tentativa de
separar o joio do trigo. Depois, o clima mudou um pouco. A propósito, nunca me
interessei em saber o que significa essa porra de joio. Aliás, nem joio nem
jojo (apesar de gostar de leite com Toddy. Gelado, por favor). Desta vez,
entretanto, de forma intuitiva e até premonitória, corri à minha preceptora Wikipédia
e descobri que talvez talvez eu tenha sido embriagado pelo “joio” do Blogson. E
estou dizendo isso em virtude dos novos conhecimentos adquiridos ao pesquisar o
significado de “joio”.
Segundo minha orientadora, o joio é
uma “planta de talo rígido, que cresce até 1 metro de altura,
com inflorescências em espiga e grão de cor violácea”. O
nome científico é Lolium temulentum. E eu ia morrer sem saber disso!
Mas o mais bacana foi descobrir que “Por
ser uma erva daninha (...) susceptível a infecção por fungos produtores de
toxinas com efeitos graves sobre os humanos, em diversas línguas europeias a
planta tem nomes que remetem para a embriaguez, como é o caso da língua
francesa na qual o joio é designado
por ivraie (do latim ebriacus, ébrio), que expressa a
náusea do bêbado por comer a planta infectada, o que pode ser fatal.”
Quem poderia supor que um pão feito com
farinha de joio serviria para chapar o melão? Talvez seja esse o motivo
dessa planta ser também conhecida por “cizânia”. Afinal, em um ambiente de
gente bêbada sempre pode instalar-se a cizânia entre dois ou mais presentes,
não é mesmo?.
Mas acho que esse parêntese foi longe demais.
No tamanho e no delírio. Por isso, voltemos ao assunto inicial. Até agora,
consegui selecionar um pacote de “poesia”, um de ficção e um dedicado a frases
curtas que não mereceram um desdobramento em textos mais longos (ainda bem!).
Por sua heterogeneidade, dei a esse pacote o nome de “Frango a Passarinho”.
No momento, estou dedicado à seleção de um pacote de dezénhos e
imagens.
E acho que foi por essa revirada de coisas
antigas que acabei ficando "embriagado". À medida que ia descartando
os posts (muitos posts, para ser sincero), fui percebendo a toxidez da produção
do Blogson. Ou, dito de outra forma, a mediocridade quase gritante de textos e
imagens postados no blog, produzidos graças a um ócio tóxico, intoxicante
- pois encontrei muito mais joio que trigo.
Resumindo, não encontrei literatura, só
literatices, Nem desenhos - só rabiscos ou colagens. E é isso que eu quero
guardar e imprimir. Devo estar bêbado mesmo!
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