sábado, 21 de setembro de 2024

MINHA VIDA NÃO FOI UM ROMANCE - MÁRIO QUINTANA

 
 Coisa mais linda!
 
Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...
 
Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.
 
Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!
 
Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso... de um gesto... um olhar...

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

FRESCURA POUCA É BOBAGEM

Olha o spoiler! Mesmo que ninguém possa ter notado, tenho andado sumido do Blogson. E o motivo mais que “nobre” é por estar selecionando casos divertidos ou curiosos que indexei ao marcador “Memória”. Depois de lançar o e-book de “poesias”, comecei a pensar que precisava publicar um livro dedicado aos casos e lembranças de colegas, parentes e amigos.

O livro da “Vaca voadora” já estava “pronto”, pois tinha enviado o texto para os parentes de meu querido amigo Luis Felipe Pinto, o “Pintão”. Entretanto, preferi lançar os e-books de crônicas e contos,  o de besteirol e meu predileto, um de cartuns e HQs. O de desenhos deu tilt e ainda está esperando solução. Mas o outros sairam e, mais recentemente, o de memória e lembranças do Pintão. 
 
Mas achei que estava pouco, pois como gosto de contar histórias e meu desejo seria transformar em livro as memórias que guardo de minha família, de ex-colegas, amigos e etc., por serem mais fáceis de ler (assim  imagino).
 
Mesmo tendo publicado no Blogson vários textos sobre as famílias de meu pai e de minha mãe, percebi que um livro com essas histórias não seria uma boa ideia, pois alguns parentes continuam vivos e poderiam se magoar com minha falta de filtro.
 
Restaram, portanto, ex-colegas, amigos, antigos vizinhos e parentes de minha mulher com quem não tenho mais nenhum contato, muitos já falecidos (tornando um eventual contato mais difícil ainda...).
 
Tomada essa decisão, mergulhei no marcador “Memória”, “pescando” os textos com histórias saborosas, bizarras e divertidas. E esse é o material do próximo e-book.
 
Nunca é demais lembrar que me diverti muito ao reler os textos que fui escolhendo. Espero que os leitores desta bagaça também gostem. Mas, primeiro, preciso escolher capa, título e apresentação. Naturalmente, espero fazer a promoção de download gratuito, pois meu interesse é apenas divertir os eventuais leitores e fazer uma massagem no meu ego (porque massagem no ego é muito melhor que massagem no coração, não é mesmo?).
 
E aí, em um tempo que não sei precisar, tentarei publicar o e-book mais especial para mim, dedicado aos cartuns e HQ minimalistas e surreais. Mas isso ainda demora.
 
E sabem por que eu estou escrevendo este post? Excesso de frescura, pois eu estava morrendo de saudade de publicar alguma coisa no blog, qualquer coisa. Vício é foda!

terça-feira, 17 de setembro de 2024

ATEU NÃO COMETE HERESIA

 
Tive muitas dúvidas se deveria ou não publicar um texto tão provocativo, mesmo que profundamente confessional e sincero (apesar da tradicional avacalhação jotabélica). Minha sorte é não conseguir alcançar o brilho intelectual dos comentários de Yuval Harari em seu livro “Sapiens”. Além disso, não pretendo convencer ninguém a mudar sua fé (nem sua descrença). Este texto reflete apenas o estágio atual da minha espiritualidade. E posso dizer que sinto saudade do tempo em que tinha fé.
 
Por isso, é importante deixar bastante claro que não vejo as religiões ou seus ensinamentos como algo ruim. Pelo contrário! O que realmente me incomoda é a defesa intransigente de certas interpretações feitas por alguns seguidores ao longo do tempo, pois nem Jesus nem Buda nem Maomé escreveram uma única palavra. Foram seus seguidores que “interpretaram” e registraram suas mensagens, muitas vezes moldando-as de acordo com sua falta de cultura, seus preconceitos pessoais e de acordo com o contexto de suas épocas.
 
É nesse processo de interpretação que, a meu ver, surgem os desvios, as intolerâncias e os mal-entendidos. Já pensou se um dos discípulos de Jesus fosse o Mala fala e outro fosse o padre Marcelo Rossi? Como seriam os evangelhos escritos por eles? Captou a sutileza? Afinal, talvez a essência dos grandes fundadores das religiões atuais seja, no fundo, muito mais simples e compassiva do que o que acabou sendo registrado ao longo dos séculos. E agora, deixando chorumelas, passemos ao texto principal.
 
 
Nasci em uma família católica à moda antiga, com uma fé simples e sem questionamentos, de ir à missa e comungar todo domingo, de fazer novenas, rezar terços, de acompanhar intermináveis procissões. Nos dias de semana minha avó, minha mãe e eu (então com uns sete anos) ajoelhávamos às 18 horas diante do rádio que transmitia a “Hora do Angelus”. Esse era o mundo em que cresci.
 
O defeito (só pode ser defeito!) é que eu comecei a refletir cedo demais sobre os textos bíblicos lidos durante a missa. Por conta de minhas dúvidas, ao entrar na adolescência comecei a ler tudo sobre religião, sobre religiões e cultos que encontrava pela frente. Fui a centro espírita e terreiro de umbanda. Minha busca por Deus era constante. Mas creio que meu gene da religiosidade sofreu alguma mutação, pois quanto mais suplicava a Deus para aumentar minha fé, mais eu a via indo embora.
 
E a situação se agravou definitivamente depois de ler o livro Sapiens. Dizendo em uma linguagem nada bíblica, aí a coisa fodeu de vez. E eu, um católico de missa dominical que até foi convidado a ser ministro da eucaristia, acabei por me tornar um ateu-católico ou católico-ateu (olha o gene da religiosidade atuando para não me afastar definitivamente da minha antiga fé!). Essa mudança teve um defeito colateral, pois substituí a crença pela superstição. Está bom até aqui? Continuemos.
 
Outro defeito grave, herético aos olhos de muitos, foi passar a criticar e duvidar dos textos do Antigo Testamento. Ele pode até ter sido inspirado por Deus, mas os livros que o compõem foram escritos há milhares de anos por um bando de gente bronca, sem cultura, inteligentes mas ignorantes, em um tempo em que uma simples doença de pele era considerada “lepra”. E é aí que entra meu ranço com a ideia de “terra prometida”.
 
Para começar, esse conceito foi introjetado em um povo que viveu escravizado no Egito durante algum tempo. Naquela época escravizar até mesmo uma população inteira era procedimento comum entre os vencedores de guerras entre países ou povos. Mas algum “inteligente” provavelmente entendeu que se houvesse uma intervenção divina ficaria mais fácil a população escravizada se rebelar, fugir ou o cacete que fosse. E melhor ainda era ter um deus exclusivo, poderoso, fodão, mais imponente que aqueles deuses idiotas com cara de chacal, hipopótamo, crocodilo e outras esquisitices.
 
E aí surgiu a “terra prometida”. Falando “sério”, o Deus do AT era muito mão de vaca, pois em vez de prometer uma terra com exuberantes florestas de cedros e praias paradisíacas (estou pensando no Líbano, mas se existiu um Noé, porque não uma frota de Noés para levar a moçada?), o Cara oferece um pedaço de deserto!. Mais barato, mas muito inferior. E, pior, já tinha sido objeto de usucapião por outras tribos! Isso só podia dar merda, e deu, claro, fazendo surgir um cu de gato que nunca termina.
 
Outra coisa que me incomoda muito era a crença daqueles caipiras de que Deus era exclusividade sua. São Paulo foi o primeiro a entender as vantagens da globalização. Não fosse ele, até hoje estariam sendo ignorados os bilhões de pessoas, de vários continentes e grupos étnicos que partilham da fé, da crença em Deus. Mas será mesmo que Ele existe?
 
Bom, para tranquilizar os leitores que ainda estão acordados, eu creio que sim, que é uma possibilidade simpática. Mas não aquele deus vingativo, passional, cruel e rancoroso do AT, não aquele feito (ou imaginado) à minha imagem e semelhança. Fica difícil aceitar isso, pois Ele poderia, por exemplo, ter a imagem e semelhança dos Neandertais. Ou vice versa.
 
Outra coisa que sempre critiquei sem verbalizar meu pensamento é a ideia do “pecado original”. Como assim? Quer dizer que a humanidade foi automaticamente condenada só por Adão e Eva terem desobedecido a Deus e comido o “fruto da árvore da ciência do bem e do mal”? (Gen 2, 17)?
 
Eu vejo a coisa da seguinte forma: como sou darwinista de coração, para mim Adão e Eva são apenas figuras alegóricas que não existiram tal como descrito na Bíblia. E se eles não existiram, certamente não comeram a “maçã envenenada”. E se não comeram, não há pecado original, nunca houve! Fico pensando em minhas netinhas condenadas já no nascimento por uma coisa que não cometeram. Puta sacanagem e covardia!
 
 
Agora, vamos examinar esta questão de outro ângulo. Suponhamos que o Deus do AT ficou mesmo muito puto por aquele “criado à sua imagem e semelhança” Tê-lo desobedecido. Mas pense comigo: qual pai normal pensaria em impedir e negar a seu filho oportunidade tão fundamental de adquirir conhecimento  ao comer o “fruto da ciência do bem e do mal”? O correto não deveria ser o inverso disso?
 
Eu sou um pai meia boca, relapso, mas tentei dar a meus filhos tudo o que pude – não só bens materiais, mas conhecimento formal de qualidade e, principalmente, Amor. Mas o Deus do AT não quis saber. Além de expulsar “de casa” aquele casal de crianças, ainda resolveu punir toda sua descendência com o “pecado original”. Para mim, esse comportamento espantoso é, na verdade, sinônimo de “rancor original”.
 
Para piorar ainda mais Sua imagem, mandou Seu filho unigênito descer à Terra para, com seu absurdo sofrimento, redimir a pisada no tomate feita por Adão e Eva milênios antes. Qual pai normal faria isso?
 
Bom, para terminar esta gororoba herética e debochada e tranquilizar os que creem em Deus, preciso dizer que não acredito no deus raivoso e vingativo do AT. Também não acredito em “terra prometida” nem em “pecado original”. Prefiro acreditar no Deus-amor, no Deus-Bondade, no Deus-perdão trazido por Jesus. E mesmo que seja hoje um ateu-católico, não vejo nenhum problema em aceitar ser J. Cristo o Filho de Deus, injustamente perseguido, torturado e crucificado por um bando de ignorantes fundamentalistas. Que têm seguidores ainda hoje, até mesmo em outras religiões. Fui.

AVISO AOS NAVEGANTES E INTRIGANTES

 
Aviso aos intrigantes: o fenomemal, legalático, estratosférico e escalafobético e-book “O caso da vaca voadora e outras lembranças” estará em promoção “de grátis” no período de 18 a 22/09. Corre lá!
 
Falando um pouco mais sério, esse e-book reúne os casos que há muito tempo eu contava em festinhas e reuniões familiares, fazendo as pessoas rir muito. São causos narrados ou protagonizados por um ex-colega muito, muito fora da curva.

domingo, 15 de setembro de 2024

VOU TE DAR UM PAU!

 
Hoje fiquei sabendo de um caso que jamais poderia deixar de registrar, pois ele afeta diretamente os machos das antigas e suas convicções. O negócio é o seguinte:
 
Distante não mais que 50 metros da casa de minha sogra, existe um imóvel, uma casa cuja ideologia dos ocupantes é fácil de identificar, porque inicialmente a casa teve a frente toda pintada de vermelho vivo. Depois, não sei por qual motivo, pintaram de preto e vermelho. A princípio pensei ser a sede de algum sindicato ou partido político e até imaginei ser ocupada por um “coletivo” ou alguma ONG de esquerda. Hoje o nome do lugar é "Instituto Helena Greco de  Direitos Humanos e Cidadania". Até aí nada de mais, concordam?
 
O que me fez rir foi saber que nesse lugar são ministradas aulas de boxe. Mas não um boxe qualquer, pois o esporte ali praticado recebeu o nome de “Boxe Antifas” (boxe anti-fascistas), um treinamento destinado à comunidade LGBTQIA+ e pirados de todo tipo, para que possam se defender de eventuais agressões de neonazistas e homofóbicos radicais, ou para repelir e conter eventuais agressões da polícia em manifestações e passeatas.
 
Fico pensando que nessa casa, durante as aulas, se alguém disser "Vou te dar um pau", só a entonação da voz dirá se se trata de um convite ou uma ameaça. Como diria alguém mais escandalizado, “Valei-me São Mike Tyson!”

IRREVERÊNCIAS DOMINICAIS

 
Eu sou basicamente um sujeito irreverente, um pouco cínico e até inconveniente em alguns casos. Creio que essas são características dos tímidos de nascença, mais propensos a risinhos e deboches discretamente exibidos.
 
Por isso, ao ver no facebook o convite para a missa de sétimo dia do parente de minha mulher, notei que abaixo do nome completo estava seu apelido dos tempos de magistério e vida loka: “Professor Pepeu”.
 
Por ele ter sido cremado, não resisti a comentar com meu filho que agora ele poderia ser lembrado como “Professor Pópeu” ou Professor Popó”. Provando o ditado de que “quem sai aos seus não degenera”, ele retrucou:
 
- Pra quem viveu boa parte da vida fumando, terminar a vida virando cinza é irônico.
 
E arrematou de forma irretocável:
 
- Pófessor Pepeu...

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

COMICHÕES E DESEJOS

 
Já mencionei aqui no Blogson que não planejava lançar outro e-book, estando bastante satisfeito com os três já publicados, bla bla bla. Porém, como acontece nas melhores famílias, mudei de ideia. O motivo? Talvez uma combinação tóxica de falta de caráter com carência afetiva congênita. Por isso, comecei a sentir comichões (não, não eram oxiúros) e desejos de publicar novo e-book. Mas sobre o quê?
 
Desde que o Blogson foi criado, o conteúdo poderia ser dividido em seis grandes categorias: dezénhos, literatices (prosa e poesia), besteirol, politicalha e memórias diversas. Como a política está fora dos meus planos de publicação, sobraram as lembranças e os “causos” das pessoas com quem convivi. E, entre essas figuras, uma se destacou de maneira especial, pois, durante anos, em festinhas e almoços de família, eu reproduzia as histórias insólitas protagonizadas por um colega, arrancando risadas com suas peripécias e idiotices.
 
Foi pensando nisso que decidi reunir essas lembranças, escritas há mais de quinze anos, como uma forma de homenagear e eternizar a memória do melhor amigo que tive. Assim nasceu o quarto e-book jotabélico.

É esta sugestão que faço ao Marreta e outros blogueiros das antigas: mesmo não tendo minha falta de caráter e carência afetiva primal, que revirem, releiam, selecionem e reúnam em e-books “de grátis” o melhor de sua produção “blóguica”. É divertido e dá alguma alegria do tipo “Pô, já escrevi bem melhor que hoje!”. Mas, pelamordedeus, passem corretor de ortografia!
 
Olha o novo pimpolho aí:



QUERIA TANTO TE VER!

Tudo o que eu queria dizer já foi dito. Tudo o que pensei escrever está escrito. E mesmo que pareça ter trocado O dito pelo não dito, nada t...